TRF- 15: TRABALHOU SEM CARTEIRA ASSINADA? FALTA DE REGISTRO PODE GERAR DIREITOS AO TRABALHADOR

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A 8ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região reformou uma sentença de primeira instância e reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho de uma pranchadeira (auxiliar na produção de calçado). A decisão destaca a gravidade da conduta patronal, mesmo após a regularização de pendências trabalhistas.


A trabalhadora alegou falta grave do empregador devido à ausência de anotação em sua carteira de trabalho por mais de 55 dias e ao atraso no recolhimento do FGTS. O juiz de primeiro grau havia indeferido o pedido de rescisão indireta, argumentando que a falta de registro, por si só, não configura falta grave, considerando que a empresa reconheceu o vínculo empregatício e efetuou o pagamento das verbas rescisórias.


Contudo, o colegiado divergiu dessa interpretação e entendeu que a ausência de registro na CTPS e a falta de recolhimento do FGTS, mesmo regularizadas posteriormente, constituem falta grave do empregador, conforme o artigo 483, alínea "d", da CLT. A relatora do acórdão, desembargadora Keila Nogueira Silva, enfatizou que a regularização posterior não elide a gravidade da conduta inicial.


O acórdão cita precedentes do Tribunal Superior do Trabalho, consolidando a jurisprudência que considera o descumprimento de obrigações contratuais essenciais – como o registro em carteira e o recolhimento previdenciário – como justa causa para a rescisão indireta, independente da posterior tentativa de reparação pelo empregador.


Decisão do TRT-15:

 

Uma decisão do TRT-15 reconheceu a gravidade da falta de registro em carteira e do não recolhimento do FGTS. No caso, a trabalhadora ficou mais de 55 dias sem registro e o Tribunal reconheceu a possibilidade de rescisão indireta, mesmo após a empresa regularizar as pendências.


Fonte: Falta grave de empregadora resulta em rescisão indireta, decide 8ª Câmara | Justiça do Trabalho - TRT da 15ª Região - Campinas

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